Como vender online: entenda o e-commerce e o marketplace

Mulher empreendedora realizando vendas online pelo e-commerce e marketplace

Por Josy Souza

Oi, meninas! Mercês por aqui, trazendo mais uma dica para ajudar você a empreender. Hoje em dia, vender pela internet pode ser uma boa opção para quem quer começar um negócio sem precisar investir logo de cara em uma loja física.

Afinal, ter um ponto comercial envolve aluguel, contas, estrutura e outros gastos, principalmente se você quiser estar em uma região com bastante movimento.

Mas quando falamos em vender online, existem algumas opções diferentes. Você pode criar o seu próprio e-commerce ou vender seus produtos dentro de um marketplace.

Mas qual é a diferença entre eles?

E-commerce

E-commerce é a transação comercial que ocorre por meio da internet e elimina a necessidade de um ponto de venda físico.

No e-commerce próprio, a loja pertence à empresa. Você cria o site, escolhe como os produtos serão apresentados e pode personalizar a experiência de compra.

Algumas das vantagens de ter um e-commerce próprio são:

  • Identidade visual livre: você que define as cores, o layout, as categorias e a experiência do cliente dentro da sua loja, sem precisar seguir o padrão de outra plataforma.
  • Mais controle: como a loja é sua, você tem mais liberdade para decidir como ela vai funcionar e como os produtos serão apresentados.
  • Relacionamento com o cliente: você pode trabalhar estratégias de relacionamento e fidelização utilizando as informações de compra disponíveis, sempre respeitando as regras de proteção de dados.
  • Frete customizado: você pode definir suas próprias regras de frete grátis, valor mínimo de compra e escolher as opções de entrega e transportadoras que fazem mais sentido para o seu negócio.
  • Construção da marca: além de vender os produtos, o seu próprio site também pode ajudar a construir a identidade da sua marca e apresentar o negócio da forma que você quiser.

Por outro lado, ter um e-commerce próprio também significa ter mais coisas para administrar.

É necessário cuidar da plataforma, domínio, segurança, pagamentos, produtos, estoque, logística, atendimento e divulgação.

Ou seja, você tem mais liberdade, mas também tem mais responsabilidades.

Marketplace

Se o e-commerce próprio é como ter uma loja só sua, o marketplace funciona mais ou menos como um shopping virtual.

Os marketplaces são plataformas que reúnem várias marcas e vendedores em um mesmo lugar. O consumidor entra na plataforma e pode encontrar produtos de diferentes lojas.

Alguns exemplos conhecidos são Amazon, Mercado Livre, Shopee e Magazine Luiza.

Nesse modelo, a plataforma oferece a estrutura para que o vendedor possa anunciar e vender seus produtos e, em troca, fica com uma porcentagem ou cobra taxas sobre as vendas realizadas.

E quais são as vantagens de vender em um marketplace?

  • Visibilidade: seus produtos podem ser encontrados por muito mais pessoas, já que você está dentro de uma plataforma que já possui uma grande quantidade de consumidores.
  • Estrutura tecnológica: o marketplace já possui uma estrutura pronta para cadastrar produtos, receber pedidos e realizar vendas. É uma vantagem principalmente para quem está começando.
  • Menos investimento inicial: como boa parte da estrutura já está pronta, você não precisa começar investindo na criação de um site próprio, registro de domínio e toda a configuração necessária para colocar um e-commerce no ar.
  • Acesso a novos clientes: você consegue alcançar consumidores de diferentes regiões e que talvez ainda não conhecessem a sua marca.

Mas também existem alguns pontos que precisam ser considerados.

Ao vender em um marketplace, você precisa seguir as regras da plataforma e não tem a mesma liberdade para personalizar a loja que teria em um e-commerce próprio.

Também é necessário considerar as taxas, comissões, custos de frete e outras despesas antes de definir o preço dos produtos.

Por isso, não basta pensar apenas em quanto você vai vender. É importante entender quanto realmente vai sobrar depois de todos os custos.

Qual a diferença entre e-commerce e marketplace?

A diferença pode parecer complicada, mas é bem simples:

  • O e-commerce é a sua loja virtual.
  • O marketplace é uma plataforma que reúne várias lojas e produtos em um mesmo espaço.

É como comparar uma loja de rua com um shopping.

No e-commerce, você tem sua própria loja, escolhe o visual, organiza os produtos e define como será a experiência do consumidor.

Já no marketplace, você está dentro de uma plataforma que possui regras e uma estrutura própria.

Outra diferença está na logística.

No e-commerce, é o próprio lojista que precisa organizar a logística e escolher como os produtos serão enviados.

Já nos marketplaces, dependendo da plataforma e do serviço escolhido, existem diferentes opções de envio e até soluções logísticas oferecidas pela própria empresa.

E não precisa escolher apenas um dos dois.

É possível ter um e-commerce próprio e também vender em marketplaces.

Assim, você pode aproveitar a visibilidade dos marketplaces enquanto constrói o seu próprio canal de vendas.

Como vender em plataformas online?

Agora que você já sabe a diferença entre e-commerce e marketplace, vamos para a parte mais importante: como começar a vender?

1. Entenda quem é o seu cliente

Antes de escolher uma plataforma, pense em quem você quer atingir.

  • Quem compra o seu produto?
  • Onde essa pessoa costuma comprar?
  • Ela procura preço baixo? Praticidade? Variedade? Produtos específicos?

Entender o seu público ajuda a escolher os canais certos para vender.

Afinal, não adianta escolher uma plataforma apenas porque ela é conhecida se o seu público não costuma comprar por lá.

2. Escolha onde vender

Depois de entender quem é o seu público, escolha onde você vai vender.

Você pode começar com um marketplace, criar um e-commerce próprio ou utilizar os dois.

Para quem está começando, o marketplace pode ser uma opção interessante porque boa parte da estrutura já está pronta.

Já o e-commerce próprio pode ser interessante para quem quer construir uma marca e ter mais controle sobre a experiência do consumidor.

Também existem as redes sociais, como Instagram e TikTok, e aplicativos como o WhatsApp, que podem ajudar na divulgação dos produtos e no contato com os clientes.

3. Faça o cadastro

Escolheu a plataforma? Agora é hora de criar a sua conta.

Cada marketplace possui suas próprias regras e pode solicitar documentos e informações diferentes para fazer o cadastro.

Por isso, antes de começar, leia as regras da plataforma e entenda o que é necessário para vender por lá.

4. Cadastre os seus produtos

Essa é uma das partes mais importantes.

Pense que, na internet, o cliente não consegue pegar o produto na mão, olhar de perto ou conversar pessoalmente com um vendedor.

Por isso, as informações do anúncio precisam ser bem claras.

Coloque:

  • fotos de boa qualidade;
  • título claro;
  • descrição completa;
  • medidas;
  • materiais;
  • características do produto;
  • informações importantes sobre o uso;
  • preço;
  • informações sobre entrega.

Quanto mais informações o cliente tiver, mais fácil fica para ele entender o que está comprando.

5. Defina o preço

Na hora de definir o preço, não pense apenas em quanto o produto custou para você.

É preciso colocar na conta todos os custos envolvidos na venda.

Por exemplo:

  • custo do produto;
  • embalagem;
  • frete;
  • comissão da plataforma;
  • impostos, quando houver;
  • publicidade;
  • possíveis trocas e devoluções.

Depois de colocar tudo isso na ponta do lápis, você consegue entender quanto realmente está ganhando em cada venda.

6. Organize o estoque e a entrega

Imagine receber vários pedidos e descobrir que não tem produto suficiente para enviar.

Para evitar esse tipo de problema, é importante manter o estoque atualizado.

Também é necessário organizar como os pedidos serão separados, embalados e enviados.

A logística pode variar bastante de acordo com a plataforma escolhida. Algumas permitem que o próprio vendedor cuide do envio, enquanto outras possuem serviços logísticos próprios ou parceiros.

E não se esqueça das devoluções. Elas também fazem parte da rotina de quem vende pela internet.

7. Cuide do atendimento

Vender pela internet não significa que o atendimento deixa de ser importante.

Muito pelo contrário.

Responda as dúvidas dos clientes, acompanhe os pedidos e esteja preparado para resolver problemas relacionados à entrega, troca ou devolução.

As avaliações também são importantes, principalmente nos marketplaces.

Uma experiência ruim pode gerar uma avaliação negativa e influenciar outros consumidores que estão pensando em comprar o produto.

8. Acompanhe as vendas

Depois que a loja estiver funcionando, não é só esperar os pedidos chegarem.

É importante acompanhar os resultados:

  • Quais produtos vendem mais?
  • Quais recebem mais visitas?
  • Quais têm muitas visualizações, mas poucas compras?
  • De onde estão vindo os seus clientes?

Essas informações podem ajudar a entender o que está funcionando e o que precisa ser melhorado.

Por exemplo, se um produto recebe muitas visitas, mas quase ninguém compra, talvez seja interessante revisar o preço, as fotos ou a descrição.

Se poucas pessoas encontram o produto, pode ser necessário melhorar a divulgação ou a forma como ele está sendo apresentado na plataforma.

E agora, por onde começar?

Se você está começando a vender pela internet, não precisa criar uma operação enorme de uma vez.

Comece entendendo o seu público, escolha uma plataforma que faça sentido para o seu produto e organize o básico: produto, preço, estoque, entrega e atendimento.

Um marketplace pode ser uma porta de entrada para quem ainda não possui uma estrutura própria, enquanto o e-commerce pode ajudar quem quer construir uma marca e ter mais controle sobre a loja.

E você também pode usar os dois.

No final, vender online não é apenas colocar um produto em uma plataforma e esperar pelas vendas.

É preciso entender o seu cliente, organizar a operação e acompanhar os resultados para descobrir o que funciona melhor para o seu negócio.

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